Notas

O sitio dos poetas do Barreiro

Este é um espaço de partilha e divulgação dos trabalhos em poesia e prosa poética de todos os barreirenses que pretendam colaborar e usufruir desta possibilidade posta à sua disposição. Enviar os poemas para: Poetasdobarreiro (arroba) cooperativacultural.com

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Quem sou?

Quem sou? Talvez água presa num açude,
O mítico sussurro dos montados,
A força, o sangue, no sulco dos arados?
Sou filho da planície nobre e rude!

Esta sede de infinito não me ilude,
Vivo na terra dos sonhos doirados,
Sou nobre e senhor, desço aos povoados
Onde tudo é Nobre e Senhor, amiúde.

Trago no peito herança Moirama
Minha tez morena rejubila e clama,
Meu alfange antigo já foi dum romano.

Sou tão criança como o sol nascente,
Tão velho e triste como o sol poente,
O eco de ti próprio, Alentejano!

Lisboa, 16 de Junho de 1993
Manuel Manços

Lisboa, 16 de Junho de 1993
Manuel Manços

20.12.2009. 18:27