Poema de Abril
Abril tu foste uma rara semente…
Que alguém semeou num campo de tempo agreste
Com lágrimas de silêncio e dor foste regada
Em dias de vento sombrio que só tu conheceste
Mas crescias na alma da gente em cada noite e madrugada
Um dia soprou em ti um vento certo e forte
E na terra da gente a semente floresceu de sul a norte…
Enfeitada de esperança de amor feito aos molhos
Nas mãos do povo eram cravos vermelhos de feliz sorte
Abril de primavera desabrochou a liberdade conquistada
E nos cravos é a saudade eterna que ficou…
Em cada alma… e no peito gravada.
Luísa Maria Nunes Assucena
17.12.2009. 12:17
