Notas

O sitio dos poetas do Barreiro

Este é um espaço de partilha e divulgação dos trabalhos em poesia e prosa poética de todos os barreirenses que pretendam colaborar e usufruir desta possibilidade posta à sua disposição. Enviar os poemas para: Poetasdobarreiro (arroba) cooperativacultural.com

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O Apregoar da Cidade

Na Lisboa de outro tempo

Ecoavam os pregões

Eram sons com sentimento

Que eram como poemas

Transmitidos em canções.

Vendedeiras, vendedores

Pelas ruas da cidade

Iam espalhando seus cantos

Que recordo com saudade.

O cauteleiro, a varina

A mulher da fava rica

No beco, na rua ou na praça

Iam deixando os seus cantos

De Alfama até à Graça.

Era o homem das castanhas

Que perfumava a cidade

No Outono, ao fim da tarde.

E um POVO que sonhava

Apregoar LIBERDADE.

A LIBERDADE que um dia

O mês de Abril viu chegar

Aquela que o POVO queria

E que tanto o fez sonhar

E que em MAIO no primeiro dia

O trouxe à rua a CANTAR. 

ARFER

19.12.2009. 00:28